quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Enfim, o primeiro grito de liberdade!

Sessenta e nove dias depois de ficar preso no interior da mina São José, o chileno Florêncio Avalos finalmente pode dizer: “São e salvo.” Eram 23h05 no Deserto do Atacama (0h05 em Brasília) quando soou a sirene indicando que a capsula estava chegando à boca do túnel de 622 metros de profundidade, perfurado em tempo recorde por equipamentos especiais. Avalos era o primeiro da lista de 33 mineiros soterrados no dia 5 de agosto, quando houve um grande desmoronamento, bloqueando a saída da mina em vários trechos. A cápsula chegou à superfície à 0h11 (hora de Brasília). Ao contrário do que estava previsto, não houve “o apagão”, mas muitas palmas e gritos de vivas.

Avalos parecia bem de saúde. De óculos escuros para se proteger da claridade, ela abraçou familiares e depois o presidente Sebastián Piñera. O mineiro saiu caminhando sozinho e fazendo sinal de positivo. Depois foi levado para um hospital da campanha onde passaria por avaliações médicas durante toda a noite.

Pela previsão das equipes que coordenavam os trabalhos, depois de Avalos seriam resgatados na madrugada nesta quarta-feira mais quatro deles: Mario Sepúlveda Espinace, Juan Illanes Palma,Carlos Mamani Soliz e Jimmy Sánchez Lagues.

Antes de Avalos ser içado, a cápsula desceu com o paramédico Manuel Gonzaleza. “Que Deus o projeta”, disse o presidente Piñera, que acompanhou de perto o resgate. Gonzalez era o primeiro dos quatro socorristas que seriam enviados para coordenar o trabalho de resgate. Ele chegou sem problemas à câmera de emergência e foi recebido com palmas pelas mineiros.

Imagens do interior da mina eram enviadas para um estúdio montado nas proximidades do túnel de salvamento. Pelas previsões das equipes médicas, o resgate dos 33 mineiros vai durar pelo menos 48 horas. Isso porque as equipes não querem correr risco desnecessário

Estratégia

O ministro da Saúde, Jaime Mañalich, explicou que a cápsula desce a cerca de 70 centímetros por segundo e subirá a um metro por segundo, sendo que a velocidade máxima é de três metros por segundo. Baixar e subir a cápsula pode demorar uma hora. Caso um homem tenha uma crise de pânico durante a subida "a ordem é acelerar", disse o ministro. Quando um mineiro estiver se aproximando da superfície, uma luz se acenderá e uma sirene vai soar por um minuto para que as equipes médicas e de resgate de preparem para recebê-lo.

A cápsula de aço tem 53 centímetros de diâmetro e pesa cerca de 400 quilos. Ela foi pintada de branco, azul e vermelho, as cores da bandeira chilena. No interior há três cilindros de ar comprimido, com 40% de oxigênio e 60% de hidrogênio.

Foram preparadas três cápsulas para o resgate. Uma para trazer os homens à superfície e as outras são uma reserva, para o caso de alguma eventualidade. Elas se chamam Fênix em alusão à ave mitológica que renasceu das cinzas. O acidente que os deixou retidos no interior da mina aconteceu no dia 5 de agosto, quando houve um desmoronamento.

O processo de resgate foi cuidadosamente planejado para minimizar os riscos. Perguntado sobre o maior problema técnico que pode prejudicar a operação de resgate, o coordenador Andre Sougarett disse que era "a queda de uma pedra".

As equipes de resgate vinham mantendo os mineiros ocupados com os preparativos finais para entrarem na cápsula. “Os mineiros estão muito ocupados, isso também ajuda a mantê-los animados", disse o ministro da Saúde Jaime Manalich.
FONTE-TN
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